Duas redes, dois anoiteceres. De um lado vejo o amor dobrado em um contrato, do outro, um amor embebido na liberdade. Um anoitecer tem mais estrelas que o outro, garanto-lhes. Porém trazem a mesma lembrança.
Olho para o lado, vejo um sentimento mastigado, sugado e hipócrita. Olho para o outro e vejo um sentimento juvenil, cheio de desejos e conversas jogadas fora.
Digo a primeira rede: "Nunca me deixe ir embora."
Digo a segunda rede: "Desconheço o companheirismo da mesma proporção que conheço a desconsideração."
As redes balançavam, as estrelas moviam-se, a noite calava-se, o tempo passava, não via mais nada, o relógio despertava, assustada acordava, de novo sonhei.
Mas que as redes balançavam, isso posso garantir-lhes.
Gosteiii =]]
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