Triste vida percorre sozinha
Percorre sozinho o simples pescador
Que de tanto pescar pecado
Peca a pesca do amor - que dor.
Percorre sozinha triste vida
Percorre sozinho o sonhador
Que de tanto sonhar passado
Sonha o sonho da dor - que amor.
Triste vida esta minha:
Percorro sozinho as palavras
Que de tanto palavrear
Palavreio palavras pequenas - que pena.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Esconso
- Mas veja só, dentre todas essas amarguras, o piano ainda continua a tocar sozinho.
- Sozinho?
- Sim, bem baixo...quase desafinado.
- Sozinho?
- Na verdade eu o toco. Não quero saber de amarguras.
- Sozinho?
- Sim, bem baixo...quase desafinado.
- Sozinho?
- Na verdade eu o toco. Não quero saber de amarguras.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Peripécias no Jardim do Éden
Pois que foi-se um tardio e desconfortável tempo em que os ventos alisavam apenas as macieiras e só, e desabotoavam os botões, e desdavam nós de laços, enquanto juntavam os nossos..
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Mortografia
Terno e um par de sapatos escuros. O funeral estava cheio de flores. Eles sabiam que as flores nascem da terra, e o pai da moça ia jazer no mesmo lugar: “Uma futura flor!” diziam a ela, como palavras tristes de conforto e angústia. A verdade é que o pai seria um fertilizante de girassois.
Ela se lembrava da maneira com que o pai se matou. Jogou-se do quinto andar do prédio, caiu como um pacote no chão. Motivo? É o que seus olhos buscavam freneticamente ao olhar o corpo do pai. Ele a amava, decerto, e ela também. Na lápide estava escrito, em fomarto de homenagem, o sentimento favorito: “Paichão”. Essas ironias do destino...
Ela se lembrava da maneira com que o pai se matou. Jogou-se do quinto andar do prédio, caiu como um pacote no chão. Motivo? É o que seus olhos buscavam freneticamente ao olhar o corpo do pai. Ele a amava, decerto, e ela também. Na lápide estava escrito, em fomarto de homenagem, o sentimento favorito: “Paichão”. Essas ironias do destino...
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Primeira Avenida
Enquanto durmo serena,
José visita meus sonhos
Malditos sonhos
Que guardei no bolso.
José visita meus sonhos
Malditos sonhos
Que guardei no bolso.
Paróquia
A casa tem olhos
Que veem as flores
Que nada exalam
Apenas as dores
Que vejo na casa
Mas nada enxergo
Apenas as dores
Que as flores não veem.
Elas não têm olhos
E nem compreendem
Nasci poeta, nasci errada
Me encontro no nada.
Mas, a casa tem olhos
Que veem minha vida
Que nada floresce
Apenas feridas.
Que veem as flores
Que nada exalam
Apenas as dores
Que vejo na casa
Mas nada enxergo
Apenas as dores
Que as flores não veem.
Elas não têm olhos
E nem compreendem
Nasci poeta, nasci errada
Me encontro no nada.
Mas, a casa tem olhos
Que veem minha vida
Que nada floresce
Apenas feridas.
Grão
Olhe você
O tempo passou,
A face mudou,
Você não chorou.
Olhe você
Você se perdeu,
E nem entendeu
Que o mundo morreu.
Olhe você
Você que não ama,
Adora e reclama
Suspira na cama.
Olhe você
Que um dia foi meu,
E nunca morreu
Dentro do eu.
Olhe você
Que já se matou,
E nem chorou
E já se mudou.
Olhe você
Que foi morar longe,
E no refúgio se esconde
Só bebe da fonte.
Olho você
De cima, do céu
Flutuando no fel,
Você não chorou.
O tempo passou,
A face mudou,
Você não chorou.
Olhe você
Você se perdeu,
E nem entendeu
Que o mundo morreu.
Olhe você
Você que não ama,
Adora e reclama
Suspira na cama.
Olhe você
Que um dia foi meu,
E nunca morreu
Dentro do eu.
Olhe você
Que já se matou,
E nem chorou
E já se mudou.
Olhe você
Que foi morar longe,
E no refúgio se esconde
Só bebe da fonte.
Olho você
De cima, do céu
Flutuando no fel,
Você não chorou.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
domingo, 31 de julho de 2011
Por um momento doeu-me os lábios. Estavam eles rígidos, comprimidos em uma só linha. Logo te vi ao longe. Meu cenho por um instante estalou-se e o sorriso brotou-me no rosto de uma forma sem igual. Era um anjo, eu sei, um anjo na Terra. Mal lembro-me do que fiz depois. Só tinha que ir embora, meus olhos não suportariam a beleza de um anjo. Era um anjo, eu sei, um anjo na Terra.
Carpe Diem
Então ele olhou-a deitada com ternura, abriu um sorriso e aconchegou seu travesseiro. Não cobriu-a com lençol, mas com amor.
- Pudera eu renovar a face sadia, não mais que alva, e o brilho dos olhos que vêm apodrecendo-se por dentro, que a cada dia morre em mim, morre junto de mim. – disse ela balbuciando.
- Não se morre duas vezes, mas vive-se quantas quiser
- Pudera eu renovar a face sadia, não mais que alva, e o brilho dos olhos que vêm apodrecendo-se por dentro, que a cada dia morre em mim, morre junto de mim. – disse ela balbuciando.
- Não se morre duas vezes, mas vive-se quantas quiser
Rêves
De tanta perfeição que cubro-te
Esqueço que és humano
Esqueço que és homem
E que pode me amolgar
Porém de outro lado lembro
Num desvaneio desatento
Que é bem melhor te amar.
Esqueço que és humano
Esqueço que és homem
E que pode me amolgar
Porém de outro lado lembro
Num desvaneio desatento
Que é bem melhor te amar.
Poema Frívolo
Olha que vida pacata
Na cidade pacata
Olha que vida vazia – a minha
Na cidade cheia de gente.
Dentro do coração pacato
A cidade pacata é vazia
Mas é cheia de gente – vazia
Na cidade pacata
Olha que vida vazia – a minha
Na cidade cheia de gente.
Dentro do coração pacato
A cidade pacata é vazia
Mas é cheia de gente – vazia
Planjo
Hoje as lágrimas doem-me os olhos
Elas ardem, queimam meu coração
Por isso eu as enxugo com ódio
Ou talvez não
Outra vez não.
Eu as guardo numa sacola
Para um dia entregar-te
As lágrimas sofridas
Não queria que elas fossem assim
Ou talvez eu quisesse
Outra vez.
Elas ardem, queimam meu coração
Por isso eu as enxugo com ódio
Ou talvez não
Outra vez não.
Eu as guardo numa sacola
Para um dia entregar-te
As lágrimas sofridas
Não queria que elas fossem assim
Ou talvez eu quisesse
Outra vez.
Amnésia
A cidade não dorme
E nem eu
Ele não sai da minha cabeça
Mas ele já esqueceu
E eu sempre esqueço de lembrar isso.
E nem eu
Ele não sai da minha cabeça
Mas ele já esqueceu
E eu sempre esqueço de lembrar isso.
Ciclo
Desviava o rosto para não afogar-se no olhos dela, perfeitos círculos que insistia em escapar. Desviando o rosto, desviava também a alma,entalhada de beatitudes. E quando a noite cai, turva que só ela, os sonhos atormentam seus pensamentos mais vibrantes e todos os desvios tornam-se inúteis. É quando ele abre os olhos e percebe toda quimera e desvia de novo.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Mil Cantares e Outras Dores
As brumas que hoje trago sã
Apagam os mais vivedouros pássaros
Cantares a tristeza ao clã
Do amável e inquieto laço
Mil cores enxergo vivas
Adentro tons obscuros
Da saudade um dia contida
Volta e meia fez-lhe um furo
De dor, saudade e angústia
O fado despiu-se enfim
De dor, saudade, dentro de mim.
Ainda vive, sim
Nas brumas, nas cores, nas dores
Vives dentro de mim.
Apagam os mais vivedouros pássaros
Cantares a tristeza ao clã
Do amável e inquieto laço
Mil cores enxergo vivas
Adentro tons obscuros
Da saudade um dia contida
Volta e meia fez-lhe um furo
De dor, saudade e angústia
O fado despiu-se enfim
De dor, saudade, dentro de mim.
Ainda vive, sim
Nas brumas, nas cores, nas dores
Vives dentro de mim.
domingo, 6 de março de 2011
Júbilo
Que caiam as máscaras,
Enfim, é carnaval
No fim, é carnaval
Sem fim, o carnaval.
Ouvi dizer que o carnaval é a emenda dos corações partidos. Arrancaram-me os pontos, um por um. Mas não importa, apenas ouvi dizer. A melopeia pairava no ar, batucava as almas com seus ritmos desiguais. Enquanto isso, eu o observava e as estrelas permaneciam bêbadas no céu. Juro-te, nem a beleza das cores carnavalescas, nem os mimos carnais comparavam-se ao brilho teu. A lua sorriu-me então, estrelando um sadismo, fazendo-me olhar para o mais jogral da noite. As luzes cortavam seu olhar em duas partes. Uma movia-se rapidamente ao encontro meu, a outra fugia, fugia, fugiu. Acabou-se a noite, não ouvia-se mais nada a não ser os murmúrios daqueles que não suspiram. Mas infelizmente foi assim que apaixonei-me em uma noite de carnaval.
Coloquem as máscaras,
Enfim, foi-se o carnaval
No fim, foi-se o carnaval
Sem fim, não fora o carnaval.
Enfim, é carnaval
No fim, é carnaval
Sem fim, o carnaval.
Ouvi dizer que o carnaval é a emenda dos corações partidos. Arrancaram-me os pontos, um por um. Mas não importa, apenas ouvi dizer. A melopeia pairava no ar, batucava as almas com seus ritmos desiguais. Enquanto isso, eu o observava e as estrelas permaneciam bêbadas no céu. Juro-te, nem a beleza das cores carnavalescas, nem os mimos carnais comparavam-se ao brilho teu. A lua sorriu-me então, estrelando um sadismo, fazendo-me olhar para o mais jogral da noite. As luzes cortavam seu olhar em duas partes. Uma movia-se rapidamente ao encontro meu, a outra fugia, fugia, fugiu. Acabou-se a noite, não ouvia-se mais nada a não ser os murmúrios daqueles que não suspiram. Mas infelizmente foi assim que apaixonei-me em uma noite de carnaval.
Coloquem as máscaras,
Enfim, foi-se o carnaval
No fim, foi-se o carnaval
Sem fim, não fora o carnaval.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Onde tudo começou...
Esses dias estava em casa sem ter muito o que fazer. Resolvi reler umas cartas antigas, ver fotos de infância..uma coisa relativamente costumeira tratando-se de mim. Bem lá no fundo de meu armário, encontrei um caderno meio surrado e comecei a folheá-lo. Era um caderno escrito por mim, aos doze/treze anos, com poemas, músicas,prosas e textos. Veio-me a ideia de reescrever alguns trechos aqui. Nada melhor que recuperar palavras, reciclar pensamentos e repassá-los a diante. Espero que gostem!
"Você é assim para mim: lembrança queimada cuja a cinza ainda permanece intacta...e o vento não a leva. Eu rezo para que o vento seja mais forte ainda, para levar as cinzas de mãos beijadas e a pronta entrega para quem é feliz demais."
(Cinzas Trazidas pelo Vento - 2007)
"Devíamos cair da cama para ver o sol raiar, devíamos sair da televisão para ver que uma tarde com os amigos não afeta a conta de luz da nossa casa. Devíamos parar de ver a novela das oito para um jantar em família, pois algum dia ela não estará mais completa. Devíamos ver o anoitecer e o quão grande é o brilho das estrelas."
(Para Viver a Vida - 2007)
"Viajo a qualquer lugar/Em busca de onde encontrar/O sóbrio sentimento frio/Que me afasta de você.
Deixe o sol aparecer/E a escuridão clarear/Porque eu quero inflar/O sentimento que você quer me dar."
(Trecho da música "Inflável" - 2007)
"Eu gostaria que a vida fosse como as músicas que insisto em escrever. Elas têm 'ponto final' e 'vírgula'e eu posso colocá-las na hora em que seja a hora da decadência, onde o vento puro transformou-se em crusciana."
(A Ciranda - 2008)
"Naquela mesa de cafeteria barata estava eu. Como de costume, observando as pessoas e as julgando sem avíso prévio. Nisso me veio um senhor...aparentava ter idade, bastante idade. Ele me disse: ' Com licença moça, poderia falar umas palavras para você?'. Eu, assustada como jamais estive antes, disse um 'Pode' com a voz trêmula e sussurros enganosos por dentro. Ele sorriu para mim, eu sorri timidamente para ele."
(O Passageiro - 2008)
"Políticos roubando/Gente honesta tentando/Corrupção é a mais entre outras mil/Essa é a realidade do Brasil"
(Trecho da música "Vândalos Inocentes" - 2008)
"Quando me dei conta eu ainda estava na rua, deitada na calçada, beirando o asfalto gasto e sujo. Percebi que tinha deixado a ilusão escorrer pelos meus dedos e descer ardendo em meus braços. Fui embora na manhã seguinte, acordada por um mendigo."
(A Casa - 2008)
"A mera lembrança que eu carrego do dia em que ele ficou com ela foi de um sorriso que guardei (...) Ele não sorriu, propriamente dizendo, para mim. Mas eu senti que metade daquele riso se encaixava na lágrima que eu tinha deixado rolar naquele mesmo instante."
(Meu Primeiro Amor - 2008)
"Sem deixar de pensar no amanhã, eu sigo em frente. Percorro meu caminho, enriqueço meus encantos, fujo dos males e abundâncias sem pretexto. Sem deixar de pensar no hoje, vivo cada dia por viver (...). Sem deixar de pensar no ontem, eu pego minha mochila e fujo para longe. Recorto minhas lembranças, embrulho-as em amargura (...). Sem deixar de pensar na vida, penso em você. Pois és meu ontem, hoje e amanhã."
(Sem Deixar de Pensar no Amanhã - 2008)
"Você é assim para mim: lembrança queimada cuja a cinza ainda permanece intacta...e o vento não a leva. Eu rezo para que o vento seja mais forte ainda, para levar as cinzas de mãos beijadas e a pronta entrega para quem é feliz demais."
(Cinzas Trazidas pelo Vento - 2007)
"Devíamos cair da cama para ver o sol raiar, devíamos sair da televisão para ver que uma tarde com os amigos não afeta a conta de luz da nossa casa. Devíamos parar de ver a novela das oito para um jantar em família, pois algum dia ela não estará mais completa. Devíamos ver o anoitecer e o quão grande é o brilho das estrelas."
(Para Viver a Vida - 2007)
"Viajo a qualquer lugar/Em busca de onde encontrar/O sóbrio sentimento frio/Que me afasta de você.
Deixe o sol aparecer/E a escuridão clarear/Porque eu quero inflar/O sentimento que você quer me dar."
(Trecho da música "Inflável" - 2007)
"Eu gostaria que a vida fosse como as músicas que insisto em escrever. Elas têm 'ponto final' e 'vírgula'e eu posso colocá-las na hora em que seja a hora da decadência, onde o vento puro transformou-se em crusciana."
(A Ciranda - 2008)
"Naquela mesa de cafeteria barata estava eu. Como de costume, observando as pessoas e as julgando sem avíso prévio. Nisso me veio um senhor...aparentava ter idade, bastante idade. Ele me disse: ' Com licença moça, poderia falar umas palavras para você?'. Eu, assustada como jamais estive antes, disse um 'Pode' com a voz trêmula e sussurros enganosos por dentro. Ele sorriu para mim, eu sorri timidamente para ele."
(O Passageiro - 2008)
"Políticos roubando/Gente honesta tentando/Corrupção é a mais entre outras mil/Essa é a realidade do Brasil"
(Trecho da música "Vândalos Inocentes" - 2008)
"Quando me dei conta eu ainda estava na rua, deitada na calçada, beirando o asfalto gasto e sujo. Percebi que tinha deixado a ilusão escorrer pelos meus dedos e descer ardendo em meus braços. Fui embora na manhã seguinte, acordada por um mendigo."
(A Casa - 2008)
"A mera lembrança que eu carrego do dia em que ele ficou com ela foi de um sorriso que guardei (...) Ele não sorriu, propriamente dizendo, para mim. Mas eu senti que metade daquele riso se encaixava na lágrima que eu tinha deixado rolar naquele mesmo instante."
(Meu Primeiro Amor - 2008)
"Sem deixar de pensar no amanhã, eu sigo em frente. Percorro meu caminho, enriqueço meus encantos, fujo dos males e abundâncias sem pretexto. Sem deixar de pensar no hoje, vivo cada dia por viver (...). Sem deixar de pensar no ontem, eu pego minha mochila e fujo para longe. Recorto minhas lembranças, embrulho-as em amargura (...). Sem deixar de pensar na vida, penso em você. Pois és meu ontem, hoje e amanhã."
(Sem Deixar de Pensar no Amanhã - 2008)
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Monotonia
Você é um nada.
Você nasce.
Você só dorme.
Você cresce.
Você brinca.
Você cansa.
Você cresce mais uma vez.
Você sai.
Você se aventura.
Você descobre o sentimento.
Você chora.
Você cresce de novo.
Você estuda.
Você arruma um emprego.
Você arruma a pessoa ideal.
Você tem filhos.
Você se divorcia.
Você chora.
Você não cresce.
Você envelhece.
Você só dorme.
Você morre.
Você é um nada.
Mas como é chato esse tal de Você, hein..Era um nada e virou um nada!
Você nasce.
Você só dorme.
Você cresce.
Você brinca.
Você cansa.
Você cresce mais uma vez.
Você sai.
Você se aventura.
Você descobre o sentimento.
Você chora.
Você cresce de novo.
Você estuda.
Você arruma um emprego.
Você arruma a pessoa ideal.
Você tem filhos.
Você se divorcia.
Você chora.
Você não cresce.
Você envelhece.
Você só dorme.
Você morre.
Você é um nada.
Mas como é chato esse tal de Você, hein..Era um nada e virou um nada!
domingo, 16 de janeiro de 2011
O Solavanco das Redes
Duas redes, dois anoiteceres. De um lado vejo o amor dobrado em um contrato, do outro, um amor embebido na liberdade. Um anoitecer tem mais estrelas que o outro, garanto-lhes. Porém trazem a mesma lembrança.
Olho para o lado, vejo um sentimento mastigado, sugado e hipócrita. Olho para o outro e vejo um sentimento juvenil, cheio de desejos e conversas jogadas fora.
Digo a primeira rede: "Nunca me deixe ir embora."
Digo a segunda rede: "Desconheço o companheirismo da mesma proporção que conheço a desconsideração."
As redes balançavam, as estrelas moviam-se, a noite calava-se, o tempo passava, não via mais nada, o relógio despertava, assustada acordava, de novo sonhei.
Mas que as redes balançavam, isso posso garantir-lhes.
Olho para o lado, vejo um sentimento mastigado, sugado e hipócrita. Olho para o outro e vejo um sentimento juvenil, cheio de desejos e conversas jogadas fora.
Digo a primeira rede: "Nunca me deixe ir embora."
Digo a segunda rede: "Desconheço o companheirismo da mesma proporção que conheço a desconsideração."
As redes balançavam, as estrelas moviam-se, a noite calava-se, o tempo passava, não via mais nada, o relógio despertava, assustada acordava, de novo sonhei.
Mas que as redes balançavam, isso posso garantir-lhes.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Epitáfio ao Primeiro Amor - Essa Noite
Eu poderia colocar todos os defeitos do mundo em você, e ainda sim continuar te amando perpetuamente. Eu poderia colecionar todos os sonhos do mundo, mas somente aquele em que você estivesse presente, valeria realmente a pena. Eu poderia contar com todas as cores do mundo, mas aquela em que eu confiaria plenamente, seria a de seus olhos.
Um ano se passou, e as coisas continuaram as mesmas. Eu continuo colocando no lugar da dor, canções. Eu continuo colocando no lugar da necessidade, o silêncio. Se você soubesse tamanha é minha saudade, saberia o porquê de ela não caber em meu peito e transbordar por meus olhos.
Desde o dia em que você se foi,eu procuro um sentido em minha vida. Qualquer luz, qualquer escapatória que me faça entender o amor. Se é realmente o amor que eu ando sentindo.
Eu venho magoando as pessoas ao meu redor,tentando nelas, achar a magia do seu sorriso. Eu venho menosprezando as pessoas que mais me amam, procurando nelas qualquer indício seu. E não encontro indício algum.
Eu queria que você soubesse que és o mais lindo dos anjos. Eu queria que você olhasse para mim e visse o quão lindo você é. Eu sei que posso não ser a pessoa dos seus sonhos, muito menos a menina que você sempre sonhou. Mas eu queria que você tornasse meus sonhos reais essa noite.
E de todas as melodias que te fiz, todas as canções e qualquer outro tipo de tentativa de comunicação, aquela que realmente o fará ouvir, é o som da minha voz indo diretamente aos seus ouvidos. Como qualquer fofoca mal contada, ou um segredo jamais revelado.
O silêncio é a minha parte favorita. Eu prefiro te amar assim. Me faz ser uma pessoa forte, para compensar toda a minha fraqueza interior. Eu acho que um "eu te amo" não deixaria tão claro ainda.
(29 de novembro de 2009)
Um ano se passou, e as coisas continuaram as mesmas. Eu continuo colocando no lugar da dor, canções. Eu continuo colocando no lugar da necessidade, o silêncio. Se você soubesse tamanha é minha saudade, saberia o porquê de ela não caber em meu peito e transbordar por meus olhos.
Desde o dia em que você se foi,eu procuro um sentido em minha vida. Qualquer luz, qualquer escapatória que me faça entender o amor. Se é realmente o amor que eu ando sentindo.
Eu venho magoando as pessoas ao meu redor,tentando nelas, achar a magia do seu sorriso. Eu venho menosprezando as pessoas que mais me amam, procurando nelas qualquer indício seu. E não encontro indício algum.
Eu queria que você soubesse que és o mais lindo dos anjos. Eu queria que você olhasse para mim e visse o quão lindo você é. Eu sei que posso não ser a pessoa dos seus sonhos, muito menos a menina que você sempre sonhou. Mas eu queria que você tornasse meus sonhos reais essa noite.
E de todas as melodias que te fiz, todas as canções e qualquer outro tipo de tentativa de comunicação, aquela que realmente o fará ouvir, é o som da minha voz indo diretamente aos seus ouvidos. Como qualquer fofoca mal contada, ou um segredo jamais revelado.
O silêncio é a minha parte favorita. Eu prefiro te amar assim. Me faz ser uma pessoa forte, para compensar toda a minha fraqueza interior. Eu acho que um "eu te amo" não deixaria tão claro ainda.
(29 de novembro de 2009)
domingo, 2 de janeiro de 2011
O Coro
Meus olhos por ti choram, amigo
Um pranto sem igual
Hoje me vejo sem estar contigo
Um descontentamento acidental.
Hoje eu vejo, amigo
Decepções nunca deixam de morrer
Se eternizam no abrigo
Que meu peito passou a ter.
Se me perguntares, amigo
Se estou triste, ofendida
Diria que não
Não há abismo maior que a ingratidão.
Se o perdão não pedires, amigo
Eu não ligarei
Meu coração é vasto
Como dizia o poeta-rei.
Eu lhe pergunto: amigo?
Do que vale tanta lástima e solidão?
Se a morte é a unica saída.
Hoje canto, amigo
O coro, o pranteio da solidão
Um buraco permanece no lugar do coração.
Um pranto sem igual
Hoje me vejo sem estar contigo
Um descontentamento acidental.
Hoje eu vejo, amigo
Decepções nunca deixam de morrer
Se eternizam no abrigo
Que meu peito passou a ter.
Se me perguntares, amigo
Se estou triste, ofendida
Diria que não
Não há abismo maior que a ingratidão.
Se o perdão não pedires, amigo
Eu não ligarei
Meu coração é vasto
Como dizia o poeta-rei.
Eu lhe pergunto: amigo?
Do que vale tanta lástima e solidão?
Se a morte é a unica saída.
Hoje canto, amigo
O coro, o pranteio da solidão
Um buraco permanece no lugar do coração.
Assinar:
Postagens (Atom)