É o amor que tudo reluz, um toca ou não toca,
não vejo saída. Já ceguei meus olhos, ja vedei minha boca. Só falta a minha
garganta, que fala tantas asneiras quando os ossos se separam. Os quero juntos,
ah! garganta, que aguenta minhas palavras, pois então aguente meu peso!
quinta-feira, 26 de julho de 2012
sábado, 21 de julho de 2012
Sinônimo de Amor
O quarto estava escuro, apenas dava para enxergar a luz da televisão, encharcada de roques clássicos, que iluminava o guarda-roupa e a cama. Os corpos no leito, um em cima do outro, uma sede inesgotável, lábios, lábios e olhos urgentes. O prazer jovem que urgia e recortava as gargantas e as cortavam e dois berros tristes. Era tudo uma confusão de cabelos, as unhas nas carnes, os lábios nos olhos, o cuspe na boca. O juntar, que mentira mal contada! Ela chorava enquanto ele lia: "O quarto estava escuro, apenas dava para enxergar a luz da televisão, encharcada de roques clássicos, que iluminava o guarda-roupa e a cama..." para outros ouvidos, outros beijos, outros lábios, outros olhos, outro escarro.
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