Terno e um par de sapatos escuros. O funeral estava cheio de flores. Eles sabiam que as flores nascem da terra, e o pai da moça ia jazer no mesmo lugar: “Uma futura flor!” diziam a ela, como palavras tristes de conforto e angústia. A verdade é que o pai seria um fertilizante de girassois.
Ela se lembrava da maneira com que o pai se matou. Jogou-se do quinto andar do prédio, caiu como um pacote no chão. Motivo? É o que seus olhos buscavam freneticamente ao olhar o corpo do pai. Ele a amava, decerto, e ela também. Na lápide estava escrito, em fomarto de homenagem, o sentimento favorito: “Paichão”. Essas ironias do destino...
Nenhum comentário:
Postar um comentário