Meus olhos por ti choram, amigo
Um pranto sem igual
Hoje me vejo sem estar contigo
Um descontentamento acidental.
Hoje eu vejo, amigo
Decepções nunca deixam de morrer
Se eternizam no abrigo
Que meu peito passou a ter.
Se me perguntares, amigo
Se estou triste, ofendida
Diria que não
Não há abismo maior que a ingratidão.
Se o perdão não pedires, amigo
Eu não ligarei
Meu coração é vasto
Como dizia o poeta-rei.
Eu lhe pergunto: amigo?
Do que vale tanta lástima e solidão?
Se a morte é a unica saída.
Hoje canto, amigo
O coro, o pranteio da solidão
Um buraco permanece no lugar do coração.
seu amor ainda vai alimentar muitos corações e muitas imaginaçõs.
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