Um dia veio-me um homem
Sorridente, prazenteiro, amável.
Perguntou-me sorrateiramente
O que escrevi em meu legado.
Encarando-o respondi,
Que legado nenhum havia aqui
Apenas minhas palavras formadas de um sussurro
Que não valem nem o inteligente, quem dirá o burro.
"O que há em seu legado?"
Insistia o homem feliz
Não há nada que a vida ofereça
Que eu já não fiz.
Desgostosa respondi:
"Meu legado são as palavras
Soltas, confusas, enumeradas
Meu legado é meu coração, nobre passageiro da estação."
"Seu legado triste é"
Repetia o homem na avenida
Enquanto os olhos se abriam
E fechavam a triste janela da vida.
Foi embora resmungando
Me tornei contente, feliz dançando
À marcha do amor odiado
Na avenida jazia o meu legado calado.
"...idade de menina, perfil de gênia..."
ResponderExcluirem cada verso, cada estrofe, fica esboçada a sua paixão.
by: Danilo ALmeida