Que caiam as máscaras,
Enfim, é carnaval
No fim, é carnaval
Sem fim, o carnaval.
Ouvi dizer que o carnaval é a emenda dos corações partidos. Arrancaram-me os pontos, um por um. Mas não importa, apenas ouvi dizer. A melopeia pairava no ar, batucava as almas com seus ritmos desiguais. Enquanto isso, eu o observava e as estrelas permaneciam bêbadas no céu. Juro-te, nem a beleza das cores carnavalescas, nem os mimos carnais comparavam-se ao brilho teu. A lua sorriu-me então, estrelando um sadismo, fazendo-me olhar para o mais jogral da noite. As luzes cortavam seu olhar em duas partes. Uma movia-se rapidamente ao encontro meu, a outra fugia, fugia, fugiu. Acabou-se a noite, não ouvia-se mais nada a não ser os murmúrios daqueles que não suspiram. Mas infelizmente foi assim que apaixonei-me em uma noite de carnaval.
Coloquem as máscaras,
Enfim, foi-se o carnaval
No fim, foi-se o carnaval
Sem fim, não fora o carnaval.
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