Perdoa-me, Senhor
E sei que há perdoado
Pois não há nada mais triste
No mundo, que amar o próprio pecado
Não farei Gregório
Nem Bocage hei de cantar
Canto no peito um triste brando
Da triste forma de amar
Amar, então, eu suponho
Que pecado tem o mar
Que é salgado como fogo
Dos meus olhos a saltar
Cansei de beijar-te a mar.
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