Tudo nesse mundo é poesia
Até o nada, até o escuro e a maldade.
Tudo nesse mundo é verso
Descaso, desconexo, o inverso
Tudo nesse mundo é letra
A palavra proferida, a preferida, a prometida.
Tudo nesse mundo é poesia
Até você, que não a lê e a escreve sem saber.
Até o nada, até o escuro e a maldade.
Tudo nesse mundo é verso
Descaso, desconexo, o inverso
Tudo nesse mundo é letra
A palavra proferida, a preferida, a prometida.
Tudo nesse mundo é poesia
Até você, que não a lê e a escreve sem saber.
Oh, Deus, que me dera o dom da poesia
Se é boa ou não, não se discute
Pois que escrevo inteiramente e totalmente para mim
Não agrado, não iludo, não convenço.
Penso que nem tudo nesse mundo é poesia
A começar pelo amor, que chora todo dia
Enquanto a poesia sorri e morre nos olhos.
Se é boa ou não, não se discute
Pois que escrevo inteiramente e totalmente para mim
Não agrado, não iludo, não convenço.
Penso que nem tudo nesse mundo é poesia
A começar pelo amor, que chora todo dia
Enquanto a poesia sorri e morre nos olhos.
Eu que não escrevo pra mudar o mundo
Ousadia seria tentar
Escrevo por amar, amar
O ofício de não pensar
Porque falta de memória é poético:
É pensar, sem pensar em pensar, já pensando.
Obrigada, poesia, eu te encontrei!
Já insisti em rimas
Em sonetos
Alexandrinos, nem hei de tentar
É dessa forma errante, intercalada
Que grafo, escarro, tiro sarro
Da poesia enlatada das massas
O que é então a alegria?
Eu a fitar, digo e depois pensaria:
Dedico minha vida inteiramente à poesia!
Ousadia seria tentar
Escrevo por amar, amar
O ofício de não pensar
Porque falta de memória é poético:
É pensar, sem pensar em pensar, já pensando.
Obrigada, poesia, eu te encontrei!
Já insisti em rimas
Em sonetos
Alexandrinos, nem hei de tentar
É dessa forma errante, intercalada
Que grafo, escarro, tiro sarro
Da poesia enlatada das massas
O que é então a alegria?
Eu a fitar, digo e depois pensaria:
Dedico minha vida inteiramente à poesia!
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