Não que o adultério coagisse em sua mente diversas vezes. Margot só queria alguém lhe desse do bom e do melhor, coisa que Yuri, Oh! Pobre Yuri, nunca foi capaz de dar. Casou-se por alguns contos de réis. Yuri não tinha pretendentes, o que preocupava D. Flora, sua mãe. Pagou Margot para casar-se com o filho. " Mas valha-me senhorita, não queres casar-te com meu pequeno? Te ofereço os réis que forem necessários!". Margot não podia recusar dinheiro naquela época e consentiu.
Yuri não era bonito. Tinha a boca desenhada por uma reta e, embora sorrisse com muito vigor, seus dentes desalinhados e hipocorados chamavam os olhares alheios a entrar em riso. Era magro e pálido como pó-de-arroz. Era o meão de outros dois irmãos: Benedito e Francisco.
Nunca dera sorte no amor. Benedito sempre enamorado, noivo... e estava sempre às portas dos bordéis de esquina. Francisco, embora cético, era astuto. Não demorou muito para que, aos lívidos catorze anos de idade, namorasse Belinda.
Yuri era a cruz que Margot carregava. Linda, de lábios carnudos e convidativos, coligia olhares por onde passava. E Yuri, Oh! Pobre Yuri, sempre deixado para trás.
Embora descrente, acreditava que um dia seria feliz. Oh! Pobre Yuri, que ilusão.
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