domingo, 11 de abril de 2010

O Presságio

As brigas, injúrias e todos os outros xingamentos ocultos me parecem tão convidativos. Me chamam a entrar, clamam meu nome em voz alta. Injetada nas ilusões, caminhando entre as ladrilhas, vejo uma luz branca e equidistante. Dói-me os olhos por tentar vê-la com mais vigor, atenção;
A felicidade parecia escorrer por meus dedos e descer lenta e cruelmente pelo meu braço. Queimava-me por dentro, por mais alva que fosse a luz a poucos quilômetros de mim, tão alva que parecia congelada.
Andava segundo às batidas do meu coração. Descordenadas elas eram, mas pois assim andava. Cada batimento era um fel desagradável e ocioso, turvaram-se meus olhos. Cheguei, por fim, próxima a luz. Sentia meu corpo gelado, ou melhor, não o sentia. O coração por si só parava a cada sussuro tentado por meus lábios. Encontrei-me no chão, jogada meramente de lado.
Tum - meus olhos pesados fecharam ;
Tum - meus movimentos cessaram ;
Tum - meus sussurros acabaram ;
Onde estão os batimentos do meu coração?

Um comentário:

  1. que lindo Bruna! AMEI de verdade, vc escreve muiito bem, me emocionei lendo :D
    Parabeens, continue assim que vc vai longe amr!

    Camila aqui ^^

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